PEEEEEN. Não. Vamos falar de futebol em razão de um comentário infeliz feito por um santista (sim, eles existem). Ele, provavelmente, achou um absurdo eu comentar que o time do Santos não tem um jogador bom que fosse útil para o São Paulo (mesmo porque acho que o Arouca não ia querer voltar pro tricolor e, mesmo se fizesse, ele nunca jogou bem no time). Achou tão absurdo que o comentário foi qual? “Olha lá, acha que entende de FUTEBOL…”. (sim, ele cutucou a feminista que quer queimar sutiãs em praça pública que existe dentro de mim)
Pronto. Foi o suficiente para eu querer escrever sobre: 1) o MACHISMO que foi este comentário, afinal, o que uma MULHER está querendo falar mal do Santos, time que QUASE conquistou a tríplice coroa! (ahan, senta lá Claudia) Time que teve Ganso e Neymar brilhando, Robinho de novo, Wesley, Arouca (que devo confessar, não jogava nada quando estava no São Paulo) e até aquele Andre que fez gol quando ninguém botava fé nele. O Santos, time moleque, que mostrou isso dentro e fora de campo. Foi minha diversão e horror do ano ver vídeo dos garotos alterados mandando o Robinho praquele lugar e o trote ‘delicado’ que o Marcel deu no Zé Eduardo. Quem sou eu para querer falar que ninguém do Santos serve para o São Paulo, não é? Não sei quem sou eu, mas eu te digo: não serve. Deixa o Ricardo Oliveira emprestado pra sempre pro São Paulo poxa! 2) a minha falta de paciência com pessoas que fazem este tipo comentário para mim. (até mudei meu post de hoje, olha como eu sou tranquila em relação a isso).
Eu admito que não sou a enciclopédia ambulante que o PVC ou o Mauro Betting são e nem entendo tanto de esquema tático como gostaria. Mas, desde a era Telê Santana no São Paulo, com Raí, Zetti, Palhinha (e minha memória peixinho dourado vai parar por aqui por enquanto) eu sou fanática por futebol, pelo menos por um time. Eu era toda piquerrocha e lembro da final do Mundial contra o Milan em 93 vencida pelo São Paulo, com aquele gol no finalzinho do Müller, meio na sorte. Cresci idolatrando o time, o Cafu, o Expressinho que trouxe o Denilson, Rogério Ceni e Juninho Paulista. Eu sempre fico em dúvida, mas acho que o Caio também era do expressinho. Enfim, eu fico revoltada, sabe? Como eu disse, não sou nenhuma expert, e às vezes nem consigo acompanhar o que está acontecendo em todos os times e como os jogadores estão desempenhando seu trabalho em cada um deles, mas nem por isso eu entenda menos de futebol que o Zé Corintiano que veste a camisa do Ronaldo e grita “é raça, nós vivemos corinthians” . Pelo menos eu sei a escalação do meu time, o que já é um começo.
Ok, foi isso. Mulher que gosta de futebol é assim: desabafa em egoblog sobre comentários infelizes que ouve. É sentimental e quer conversar, analisar o por que o mundo é assim.
PS: Acabei lembrando da piada mais divertida do ano (tirando o centenada, CLARO): “Nossa, mas tá todo mundo saindo do armário, né? Ricky Martin, os argentinos, a camisa do Santos…”

Eu não entendo como tem gente, homem principalmente, que não compreende que por melhor que seja um jogador, às vezes, ele não cabe no esquema tático de um time.
Olha o Washington… ele simplesmente não encaixou no São Paulo e não rendeu o que o consagrou no Fluminense. Lá foi ídolo, no SPFC seria muito dizer que ele foi médio?
Keirrison é bom? Jogou no Palmeiras e agora no Santos o que jogou no time que o consagrou?
E acima de tudo, se um Neymar da vida fosse para o São Paulo, o time teria que mudar todo o esquema tático apenas por causa de um jogador.
Time do Santos não tem UM jogador que seja útil ao São Paulo mesmo. Tamo junto, Twin! Hahahaha!
Ok.
Acho que um comentário meu não enriqueceria o texto. Recolho-me a minha insignificância. rs